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A biodiversidade no espaço urbano a importância em a manter.

Originalmente o espaço urbano corresponde a uma zona de grandes recursos naturais, confluência de vários ecossistemas com uma grande diversidade de espécies biológicas.
Embora os humanos com o seu progressivo afastamento da natureza tenha com as cidades tenham a ideia de que existe uma sociedade independente da natureza na verdade as cidades que ocupam apenas 3% do planeta para subsistirem necessitam dos recursos de grandes extensões território terrestre. E mesmo dentro das mais modernas cidades os serviços ecossistémicos que a natureza presta são imprescindíveis para a regulação e bom funcionamento das mesmas. A regulação do ciclo da água entre outras funções mitiga as cheias, a regulação climática diminui o efeito ilha de calor e de eventos climáticos extremos, também é pelas áreas verdes e azuis que é feita a regulação de CO², a purificação do ar, a produção de oxigénio e filtração de poeiras em como a diminuição da poluição sonora, o provimento de alimento e o lazer e recriação. Os espaços verdes e azuis são fundamentais para o bem-estar físico e psíquico dos humanos que habitam em zonas urbanas.
Após o processo de urbanização que é causador de alteração, destruição e fragmentação do habitat natural com a consequente perda de biodiversidade homogeneização da componente biótica é estabelecida uma nova ordem fruto da ação humana em que são metidas algumas espécies nativas e introduzidas espécies exóticas os processos ecológico e processos evolutivos passam a dominar, como em qualquer outro ecossistema apenas com menor grau, evolucionário (porque de prazos mais curtos). Os efeitos variam consoante o grupo taxémico com as condições ambientais e socioeconómicas, mas na generalidade correspondem a uma diminuição da biodiversidade e aumento de densidade e aparecimento de espécies resistentes e adaptadas.
Fatores que contribuem para a diminuição da biodiversidade urbana são a poluição das águas; do ar que também pode existir na natureza com processos de decomposição de materiais naturais; Destruição dos habitats naturais e a fragmentação.

Uma das consequências da perda de biodiversidade é o empobrecimento dos solos, a erosão, desertificação e consequente alteração climática que é causadora da perda da biodiversidade.
Os fatores que favoráveis que podem ser encontrados nesse novo território com pontos em comum com a natureza, pois se na natureza há afloramentos rochosos na cidade há prédios e pontes são a abundância de alimento; Para alguns a quase ausência de predadores; Abundância de abrigos; Existência de microclimas, o fenómeno designado por “ilha de calor “que também pode ser encontrado na natureza em zonas rochosas.
Ecossistemas urbanos têm uma complexidade assinalável e podem ser encontrados em quatro zonas: espaços verdes – superfícies impermeáveis, como estradas, edifícios ou todos os outros tipos de construção; Espaços cinzentos – todas as superfícies onde é possível plantar algo e onde o solo é permeável, como jardins e parques, hortas e outras zonas agrícolas, encostas, montes, taludes das estradas, bermas de caminhos; Espaços azuis – todas as linhas de água, desde ribeiros, levadas, lagoas; Espaços castanhos – espaços que sendo ocupados por uma qualquer estrutura permanente, se encontrem vagos, como áreas ajardinadas de casas abandonadas, todas as zonas verdes abandonadas.
A preservação da biodiversidade em ambientes urbanos obriga a preservar e restaurar habitats onde consigam coexistir a vida selvagem e humanos, espécies nativas e espécies não-nativas no mesmo ambiente, proteger habitats remanescentes, restaurar ou reconstruir habitats, resistir a invasões e doenças e manter tamanhos populacionais.

As motivações para conservar a biodiversidade nas cidades são antropogénicas, necessidade dos serviços ecossistémicos garantir à cidade resiliência e sustentabilidade evitando prejuízos a longo prazo, melhorar o bem-estar humano desde que estudado e cuidadas todas as diferentes precetivas e enquadramentos para melhorar a sua eficácia promovendo a criação de espaços urbanos esteticamente mais apelativos.
Bibliografia:
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